Tchau Ubuntu, olá Debian
Tenho usado o Ubuntu desde 2006 e nesse período o vi mudar muito, muito mesmo. Algumas dessas mudanças (ou melhor, muitas) tinham por objetivo deixar o Ubuntu menos parecido com aquele sistema operacional que me agradou em 2006. A tal da Central de Programas do Ubuntu em vez do bom e velho “Adicionar/Remover programas”, a retirada do Ekiga que eu tinha aprendido a gostar, a retirada do gimp (do gimp!!!), a troca da posição dos botões das janelas… Tudo isso me irritou muito, mas como o Ubuntu sempre foi uma das distribuições mais fáceis de instalar, a preguiça sempre me manteve com ele.
No início do ano a Canonical apelou: substituiu o gnome. Ah, isso não. Se ao menos tivesse sido pelo KDE, XFCE ou pelo menos Openbox, mas não… substituiu pelo Unity. O que raios é Unity? É a antiga interface do Ubuntu Netbook Remix. Uma interface pouco madura, construída pensando em netbooks.
Pois bem, até a versão 11.04 nós podíamos simplesmente selecionar o gnome como nosso desktop e pronto. Para terminar a meleca a Canonical agora disponibiliza o gnome3, e ele ainda vem meio hackeado por conta do Unity. Passei a testar o XFCE e o KDE. Gostei dos dois, mas ainda estou viciado no gnome. No Gnome 2!! A solução foi migrar para o Debian.
O Debian tem uma tradição mais respeitosa com seus usuários. Não fica mudando tudo o tempo todo, muito menos para agradar pessoas que nem o utilizam como Ubuntu. Além disso o Debian não troca de versão duas vezes por ano.
Instalei com sucesso o Debian squeeze no netbook e notebook. Agora só falta o computador do trabalho. Só tive um probleminha com a instalação: ele não detecta as redes sem fio durante a instalação. Isto não é tão ruim assim, basta que durante a instalação você plugue o cabo. Se não tiver internet durante a instalação ele instalará muito menos programas, exigindo mais esforço depois da instalação.